AVSI COMUNICA /
Déborah Amaral
Gerente de Projetos
AVSI Brasil (MG)


 

“Pertencer é fazer parte de algo que você acredita.

 

Muitas pessoas me perguntam por qual loucura eu saio de Contagem (cidade que moro, na região metropolitana de Belo Horizonte) e literalmente atravesso duas cidades para chegar ao trabalho todos os dias, enfrentando quase 4 horas de transporte. Mas tem perguntas que a gente só consegue responder depois de um tempo. Eu faço isso porque vejo sentido em tudo que encontro aqui. Vejo sentido no trabalho que nós realizamos.    

 

Comecei trabalhando na Fundação AVSI, organização italiana, no início de 2009. Na época, eu cursava Comunicação Social – Relações Públicas na PUC Minas e via a formatura cada vez mais próxima, sem de fato, ter desenvolvido algum trabalho em meio a estágios e empregos, que me despertasse não apenas o desejo, mas o sentido do trabalho.  

 

Desde adolescente, era envolvida em trabalhos voluntários sociais de assistência a instituições de apoio a crianças, idosos, moradores de rua, entre outros, em minha cidade. Gostava das ações sociais, mas acreditava que este trabalho era algo que eu faria à parte de um emprego.

 

Quando iniciei o curso de Comunicação Social não me identificava com a comunicação interna em empresas/instituições, ou na comunicação voltada para o marketing, assessoria de imprensa, entre outras várias possibilidades que a área oferece. Gostava da comunicação de fato para o social e me interessava cada vez mais pela possibilidade de como a comunicação poderia contribuir com uma causa social. 

 

Quando estava no sétimo período da faculdade me candidatei à vaga de Relações Institucionais na AVSI de Belo Horizonte. Lembro de ficar maravilhada com os trabalhos da instituição e de, naquele momento, sentir o desejo de fazer parte daquilo. Comecei trabalhando com captação de recursos, na elaboração de propostas e contato com potenciais parceiros. E foi onde aprendi um pouco sobre a importância de um trabalho em rede e os impactos positivos que um trabalho conjunto com outras instituições provoca. Alguns anos depois, comecei a atuar diretamente em uma comunidade de Contagem, em um Projeto das Nações Unidas.  E foi onde aprendi um pouco mais sobre a complexidade do ser humano e o quão complexo também é a tentativa de contribuir no desenvolvimento das pessoas.

 

Depois em 2012, fui convidada a trabalhar no projeto com as APACs. Eu já conhecia o método porque havia visitado a instituição pela AVSI há alguns meses e era uma apaixonada pelo trabalho destes presídios. Não me esqueço do primeiro dia que visitei uma APAC, a de Nova Lima. Com toda certeza, eu saí daquele lugar uma pessoa muito diferente da que entrou. Eu lembro de não conseguir conversar no retorno ao escritório, porque precisava processar tudo aquilo que acabava de ver. Eu havia entrado pela primeira vez em um presídio e não havia sido assustador. Eu não tinha sentido medo, apesar de estar entre presos e condenados a crimes diversos. Eu não me senti desrespeitada, como imaginava que seria pelo fato de ser uma das poucas mulheres no local. E estar à frente deste trabalho com as APACs há 4 anos foi um dos melhores presentes que esse percurso com a AVSI poderia me trazer.

 

Pertencer a AVSI significa aprender primeiro sobre pessoas, sobre desenvolvimento em um sentido mais amplo que eu poderia imaginar, e aprender a importância e o real sentido de uma parceria que surge através do encontro de pessoas que acreditam em algo da mesma forma que você”.

 

 

O depoimento de Déborah Amaral faz parte da série de depoimentos “O verdadeiro Patrimônio da AVSI Brasil”. Confira aqui outros depoimentos da série.


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