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“MÃOS NA MASSA” É A RECEITA DE ESPERANÇA PARA DETENTAS DA PIEP

Projeto contribui para o processo de ressocialização e reinserção no mercado de trabalho de detentas em Belo Horizonte.
Publicada em 11/07/2017

 

Desde o mês de maio, o ambiente no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto (PIEP) não é mais o mesmo. O aroma vindo da Unidade Produtiva demonstra que algo inusitado vem sendo desenvolvido com as mulheres que cumprem sua pena privativa de liberdade. Os históricos familiares, sociais e criminais são muito distintos, mas o entusiasmo com o novo aprendizado é percebido no rosto da grande maioria. Os produtos feitos pelas detentas que fazem parte do projeto “Mãos na Massa” já conquistou toda a equipe de profissionais da PIEP.

 

As aulas são ministradas pela profissional Jussara Gomes, graduanda em Gastronomia. “Este curso de panificação superou minhas expectativas, é a minha primeira experiência em ministrar uma oficina dentro de uma penitenciária. A participação das alunas é surpreendente, estão aprendendo e gostando muito do do conteúdo que está sendo aplicado. Compartilhar esse conhecimento me deixa muito feliz”, conta Jussara.

 

A formação humana, primeira etapa do projeto, foi realizada em parceria com o CEDUC – Centro de Educação para o Trabalho Virgilio Resi, com duração de 20 horas. O objetivo da iniciativa é promover conscientização sobre o sentido do trabalho e contribuir na autoestima das mulheres. “No curso de formação humana adquirimos muitas experiências. Agora, estamos adorando a panificação, conhecendo novas receitas. Agradecemos muito a oportunidade que nos deram e a confiança em nossa capacidade. Somos muito gratas”, contam algumas detentas.

 

A segunda etapa de profissionalização vem sendo realizada na área de panificação tendo em vista que este é um mercado pouco instável e que abrirá o mercado de trabalho para as mulheres quando cumprirem sua pena. A empresa Ki Delicia, responsável pela unidade produtiva da penitenciária, é parceira do projeto, cedendo espaço para a realização do curso. As receitas produzidas pelas alunas são sempre bem avaliadas e recebem muitos elogios. As pedagogas da penitenciária Miriam dos Santos e Priscilla Zocrato afirmam que os resultados são positivos.

 

“O envolvimento e dedicação das alunas foi diretamente proporcional à qualidade das aulas e dos profissionais envolvidos no processo. Agradecemos à Equipe da AVSI Brasil, sobretudo ao Coordenador de Curso, Azarias Almir e a professora Jussara Gomes pela sensibilidade em captar as necessidades do nosso público e converter em aprendizado. Durante os meses que se seguiram, sentimos os aromas das deliciosas receitas; agora ficaremos com o sentimento misto de conquista e saudade dos excelentes momentos compartilhados”, relatam as pedagogas.

 

O curso tem previsão de conclusão para o final de julho. As receitas mais apreciadas são o tradicional pão de queijo mineiro, coxinha, quiche de alho poró, pizza e bolos. Além disso as mulheres aprendem técnicas de higienização, operação de limpeza, pesos e medidas e a importância do uso do uniforme na cozinha. Este já é o segundo projeto de profissionalização que a AVSI realiza dentro da Penitenciária Estevão Pinto, sempre em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária de Minas Gerais.

 



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